Fucka69, Frio, Bruxos Modernos e Bobo repórter.

Uma noite fria. Fria, com ventos gelados e breves pancadas de chuva fina, causando a sensação térmica de se estar no interior de uma câmara frigorífica ou deitado no curso de um rio congelado em algum canto da Dinamarca. Um sopro mais gelado ainda bateu na Rua Coronel Souza Franco, centro de Mogi das Cruzes. Levantou alguns pedaços de papelão deixados na esquina com a Doutor Corrêa. Um sopro gélido que passou na frente, mas não entrou, nas novas instalações do Campus 6. Entraram, isso sim, pessoas com frio: “Vê um flavinho”, e a tradicional pinga com mel do Campus deu aquela descongelada nos ossos. A banda Fucka 69, desfalcada de seu vocalista, abriu os trabalhos sonoros da noite, tocando versões instrumentais de seu setlist. Em seguida o aroma das poções sonoras e o fervor do caldeirão dos Bruxos Modernos entupiu as salas do novo Campus 6. Por fim, de volta ao palco, o Fucka 69 deu mais um pouco de canja para a trupe de pessoas corajosas que enfrentou o frio daquele sábado, 11/08/2018, e, inclusive, fecharam a noite tocando a clássica música (essa aqui, cheia de tensão) da abertura do “Bobo repórter”: voltei pra casa assobiando-a, e imaginei, após a música, uma voz grossa dizendo: “Esta noite, no Bobo repórter: a vida de pessoas cheias de coragem que saem de casa no frio para curtir um bom Roque em Rou…”.

Texto e fotos por Gabriel Coiso.

Por | 2018-08-17T15:53:36-03:00 15 agosto - 2018|Notícias, Rolês|