Release show Sou Prisma, Sou Canal. EP Dâmi Guita.
Neste show, a cantora e compositora mogiana Dâmi Guita apresenta seu primeiro EP, “Sou Prisma”. Sou Canal” convidando o público a decompor, assim como um prisma de luz, preconceitos, intolerâncias e medo em cor, música e amor.
Por ter a habilidade de cantar, a artista se propõe a ser um canal de acesso, e pela voz transmitir mensagens a tocar não só os corações, mas também a consciência e alma de quem se dispõe a ouvir e abrir a mente para se conectar com outras várias alternativas que o universo oferece.
Muitos ouvidos vão encontrar nostalgia no som de Dâmi, que contém lembranças de um tempo em que o rock era o veículo dos sentimentos e das críticas de diferentes gerações. O show começa já com esse tom, com a autoexplicativa – porém ainda assim potente e surpreendente – ‘Trilha Rock (Rock And Roll)’.
Não cabe muito spoiler, mas neste momento, logo no início da apresentação, o público vai perceber que o título do EP de Dâmi faz muito sentido. Afinal, em ‘Sou Prisma, Sou Canal’, ela se expõe, como um rio que transborda, mas transborda de poesia, ritmo, melodia, harmonia e amor. E, no palco, as luzes vão revelar tudo isso, como se estivessem sobrepostas a um prisma.
De 2003 para cá, quando Dâmi começou na música, são 21 anos de estrada. No início, aos 12 anos, ainda de forma amadora, ela tocava por lazer e se apresentava na escola. Então conheceu e se tornou amiga da guitarra elétrica, se apresentou em igrejas, tocou com profissionais veteranos, deu aulas, fundou bandas, tocou na noite. Se descobriu artista.
Com muito para cantar, decidiu agora experimentar a carreira solo, em um pacote de inéditas que começam com o tom do rock e logo depois continuam em clima de peso, porém com a pegada de batuque e balanço que Dâmi tanto ama e não abre mão. Por crescer ouvindo samba desenvolveu um gosto apaixonado por ritmos brasileiros e latino americanos, além disso, embora não siga uma religião efetivamente, procura manter a sua espiritualidade em dia através da Umbanda, daí também vem a sua identificação imediata com o som do tambor. Na sequência, ‘Alecrim Aranha’ começa ao som do atabaque e tem as participações de Alissa Vianna (percussão) e Marcelo Gil (saxofone). A música fala de um amor que “foi embora, sem de despedir”, deixando “lembranças de um passado”. Ela é marcada pela batida dançante e o clima de saudade, com a celebração de quem compreende e entende que o “presente é mais que bom”.
Já com a tecladista Juliana Cardoso Rodrigues e o músico compositor Vinni Cândido, o clima fica mais praiano. É “Praia, Brisa, Amores e Amizades”, que flerta com o reggae e também com o rap, com a mensagem de que ter “amigos ao redor é o nosso bem maior”.
A próxima faixa é ‘Viajantes’, melódica, aposta em gaita para trazer a ideia de que todos nós somos viajantes em uma mesma caminhada chamada vida.
A penúltima canção vem como um apelo aos ouvintes. “Se Liberta”, chega com peso de rock setentista e em tom de protesto sobre as convenções sociais, que para a compositora não fazem sentido quando se vive para ser protagonista da própria vida, pois “quem não vive pra viver os próprios sonhos, vira figurante do sonho dos outros”.
E a última é ‘Pico do Urubu’, composta por Rui Ponciano, em referência ao tradicional ponto turístico de Mogi das Cruzes. Dâmi chega com uma versão rock and roll pesada para homenagear um compositor local que fez e faz diferença na história da música mogiana.
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