Diário do Silêncio

Primeira Parte - SÚCUBO. Ontem, imaginei-me súcubo. Espreitando teu sono na véspera de uma tola meia noite. Percorrendo cada desgraçado contorno que teu corpo faria despido na cama. Na surdina. Invisível. Cada espaço vago. Cada curva. Por duas ou três vezes. Passaria minha boca na pele e guardaria inflamado nas narinas o seu cheiro. Súcubo.