Cauê Drumond

Cauê Drumond

Ator, gestor de espaço cultural, compositor, zé cirrose, canto, arranho, rabisco, sou vagabundo, pseudo poeta e já brinquei de varal com formigas.

Quipã

Preliminar. Tua cara de preguiça. Teus lânguidos lumes. Tua boca esboçando uma lenta fome que se coça. Se aproa do teu peito uma quentura desmedida. Começo a recolher os dedos de meus pés: eis o monstro invertebrado embaixo da chama que alastra-se em segundos; aqui estamos banhados em álcool e o sono afugenta-se entre ritos

Os Oxímetros

Quem é que nunca segurou a bomba nos dentes como uma arataca? _ Tiuô, vamos brincar de médico? (Segura a corda) _ Ah, não! Não gosto de brincar de médico! (O frio da consciência pesada) A fraga na boca do Cão? O porco a maçã o titã a prole. Quem é que nunca contou os

Bricoleur

No sobrado daquela família havia um grande arcanjo pendurado na parede da sala. A pele sem vigor. Pálido. Os lumes desaparecendo no rosto galgaz afundando e afundando. Atingindo meio-dia o olho ficava completamente branco e luzia no espelho baixo que ficava ao lado do criado-mudo. Tinha o tinido da corda B. Era ali que o

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Ator, gestor de espaço cultural, compositor, zé cirrose, canto, arranho, rabisco, sou vagabundo, pseudo poeta e já brinquei de varal com formigas.
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