Diário do silêncio. Segunda Parte | Ombros de Umbral

Acordou subitamente num estalar de dedos com os olhos escancarados. Teve um sonho peculiar. Assustador. Sonhara que estava amarrada pela língua numa figueira enquanto um metade cachorro metade homem mordia-lhe o calcanhar. Agonizava. Ao lado dela, outra meia duzia de pequenas e suspeitas declarações. Outros que também pela língua, amarrados, esperavam sua hora da mordida. […]